Fotos do crisma

Queridos CRISMADOS!!!

A paz!

Estamos publicando as fotos que o grupo de jovens tirou no dia do crisma. Para visualizar acesse o link http://crismastoantonio.com.br/fotos-2010/

Por favor quem tiver mais fotos do crisma e puder nos mandar, colocaremos no site também, deixe uma cópia em CD das suas fotos na secretaria e peça para a secretária nos entregar.

Sugerimos que gravem as fotos do site para o seu computador, pois não sabemos por quanto tempo o site vai ficar no ar. Outra alternativa, é deixar um DVD na secretaria da paróquia com o nome do crismando e o telefone, pois ai nós vamos gravar uma cópia das fotos e vídeos  e devolver na paróquia e a secretária avisa para ir buscar. Os vídeos que temos são muito grande e pesado para colocar no site, então quem quiser os vídeos também, deixe  o DVD com a secretária.

Pedimos que seja em DVD pois os vídeos são bem grandes.
Outra coisa: um senhor de barba estava gravando a missa. Alguém sabe quem é? Queríamos ver se conseguimos os vídeos que ele tem.

Fiquem com Deus!

Um grande beijo a todos!!

Equipe de Crisma 2010

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quarta-feira, dezembro 8th, 2010 Comunidade, crisma, fotos, igreja, Informações Comentários desativados

Vigília para o encontro do OVISA

Quinze minutos de Adoração

extraído de http://wiki.cancaonova.com/index.php/Adora%C3%A7%C3%A3o_ao_Santissimo#Quinze_minutos_de_Adora.C3.A7.C3.A3o

(Baseado em textos de Santo António Maria Claret) Muitas vezes nos colocamos diante de Jesus presente na Eucaristia e, envolvidos com nossos problemas e tribulações, não aproveitamos esses momentos preciosos diante de Deus Vivo. Padre António Maria Claret (1807 – 1870), fundador dos Claretianos, inspiradamente desenvolveu textos que nos levam a uma profunda intimidade com Deus na oração. Deve-se fazer a oração diante do Santíssimo, por um período mínimo de quinze minutos, se possível diariamente. Inicie sempre a sua Adoração procurando ouvir a Voz de Jesus dizendo-lhe: “Não é preciso, meu filho(a), saber muito me agradar; basta amar-me fervorosamente. Fala-me, pois, de uma maneira simples, assim como falarias com o mais íntimo dos amigos…”.

Tens algum pedido em favor de alguém?

Menciona-me o seu nome e diz-me o que desejas que eu lhe faça. Pede muito. Não receies pedir. Conversa comigo, simples e francamente, sobre os pobres que gostarias de consolar, sobre os doentes que vês sofrer, sobre os desencaminhados que tanto desejas ver no caminho certo. Diz-me a favor deles ao menos uma palavra.

E tu, não precisas de alguma graça?

Diz-me abertamente que te reconheces orgulhoso, egoísta, inconstante, negligente…E pede-me, então, que Eu venha em teu auxílio nos poucos ou muitos esforços que fazes para te livrares dessas faltas. Não te envergonhes! Há muitos justos, muitos santos no céu, que tinham exatamente os mesmos defeitos. Mas pediram com humildade, e… pouco a pouco se viram livres deles. Tão pouco deixes de me pedir saúde, bem como bons resultados nos teus trabalhos, nos teus negócios ou estudos. Posso dar-te e realmente te darei tudo isso, contanto que não se oponha à tua santificação, mas antes a favoreça. Mas quero que o peças. O que necessitas precisamente hoje? Que posso fazer por ti? Ah, se soubesses quanto Eu desejo ajudar-te!

Andas preocupado com algum projeto?

Conta-me. O que é que te ocupa? Que pensas? Que desejas? Que posso Eu fazer por teu irmão, por tua irmã, pêlos teus amigos, pela tua família, pêlos teus superiores? Que gostaria tu de lhes fazer? E no que se refere a mim, não sentes o desejo de me ver glorificado? E não queres fazer um favor aos amigos que amas, mas que talvez vivam sem jamais pensar em mim? Dize-me, em que se detém hoje, de maneira especial, a tua atenção? Que desejas mais vivamente? Quais os meios que tens para alcançar? Conta-me se não consegues fazer o que desejas e Eu te indicarei as causas do insucesso. Não gostarias de conquistar os meus favores?

Por acaso estás triste ou mal-humorado?

Conta-me com todos os pormenores o que te entristece. Quem te feriu? Quem ofendeu o teu amor próprio? Quem te desprezou? Conta-me tudo. Então, em breve, chegarás ao ponto de me dizer que imitando-me, queres perdoar tudo e de tudo te esqueceres. Como recompensa hás de receber a minha bênção consoladora. Acaso tens medo? Sentes na tua alma melancolia e incerteza que, embora não justificadas, não deixam de ser dolorosas? Lança-te nos braços da minha amorosa Providência. Estou contigo, a teu lado. Vejo tudo, ouço tudo e, em momento algum te desamparo. Sentes frieza da parte de pessoas que antes te queriam bem e que agora, esquecidas, se afastam de ti apesar de não encontrares em ti motivo algum para isso? Roga por elas, pois se não forem obstáculo à sua santificação, Eu as trarei de volta a teu lado.

Não tens alguma alegria que possas partilhar Comigo?

Por que não me deixas tomar parte na tua vida com a força de um bom amigo? Conta-me o que desde ontem, desde a tua última visita, consolou e agradou teu coração. Talvez fossem surpresas agradáveis; talvez se tenham dissipado teus negros receios; talvez tenhas recebido boas noticias, uma carta, uma demonstração de carinho; talvez tenhas conseguido vencer alguma dificuldade ou sair de algum apuro. Tudo é obra minha. Dize-me simplesmente, como um filho ao seu pai: “Obrigado, meu Pai, obrigado!”

E não queres prometer-me alguma coisa?

Bem sabes que eu leio que está no fundo do teu coração. É fácil enganar os homens, mas a Deus não podes enganar. Fala-me, pois, com toda a sinceridade. Fizeste o propósito firme de, no futuro, não mais te expores àquela ocasião de pecado, de te privares do objeto que te seduz, de não mais leres o livro que exalta a tua imaginação, de não procurares a companhia das pessoas que perturbam a paz da tua alma? Serás novamente amável e condescendente para agradar àquela outra, a quem, por ter te ofendido, consideraste até hoje como inimiga?

Ora, meu filho, volta agora às tuas ocupações habituais: ao teu trabalho, à tua família, aos teus estudos; mas não esqueça os quinze minutos desta agradável conversa que tiveste aqui, a sós comigo, no silêncio do santuário. Pratica tanto quanto possível o silêncio, a modéstia, o recolhimento, a serenidade e a caridade para com o próximo. Ama e honra minha Mãe que é também tua. E volta amanhã, com o coração mais amoroso, mais entregue a mim.No meu coração hás de encontrar, em cada dia, um amor totalmente novo, novos benefícios e novas consolações. Vem que Eu aqui te espero”.

(Texto extraído do livro: “Uma visita ao Santíssimo Sacramento” – Editora Canção Nova)

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domingo, setembro 26th, 2010 ovisa, Sacramento, Vigília Comentários desativados

Espírito Santo

“Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja” (João Paulo II)

Oração Inicial: Vinde Espírito Santo

-Vinde Espírito Santo e enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito, e tudo será Criado, e renovareis a face da terra. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, e acendei neles a luz do Espírito Santo. Fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o Teu Espírito e gozemos sempre da sua consolação, por Cristo, Senhor nosso, Amém.

Músicas: Vem, Vem Vem Espírito Santo

Dinâmica:

Colocar um CD – Rosas de Saron ou outro enquanto respondem – silêncio
Distribuir os bilhetes (na última página) com os pés para todos. Não é necessário se identificar.
Colocar as perguntas que estão abaixo na lousa. Cada um vai responder e colocar no centro. E então cada um vai pegar outra resposta que não a sua. Cada um deve ler em voz alta e dizer o que achou do que o outro escreveu, mas como forma de conselho;

Se o outro não sabe quem é Deus deve buscar em…
No dia a dia Deus se manifesta de várias formas, ao acordar, Deus te dá uma nova oportunidade…
Se a pessoa tem fé que ela busque a cada dia se manter firme nos caminhos de Deus…e por aí vai…como se fosse uma conversa entre amigos.

A idéia da dinâmica é que eles sintam a ação do Espírito Santo na prática. Quantas vezes ouvimos uma palavra de uma pessoa que nem conhecemos que cai como uma luva num determinado momento da nossa vida. É ação do Espírito Santo. Quando você não sabia o que dizer e as palavras começam a surgir. É ação do Espírito Santo. Quando um amigo te pede uma ajuda, um conselho, que sejamos sábios e movidos por Deus para ajudar.

No dia-a-dia é possível notar a presença de Deus? Como?
Como atuar o mandato de Jesus: “Tome sua cruz e siga-me” nos dias de hoje?
O que você espera da Crisma? Você já pensou se precisa ou em que precisa mudar sua vida?
Você já sentiu a presença do Espírito Santo em sua vida? Quando?
Procure notar quantas vezes em uma Missa, o celebrante pronuncia a palavra Espírito Santo.
Por quê?
O que é ter fé? Tenho fé?

Formação

Terceira Pessoa da Trindade Santa, este é o nome próprio daquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja o recebeu do Senhor e o professa no batismo de seus novos filhos. (Cf. MT 28,19) “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

O termo ‘Espírito’ traduz o termo hebraico: ‘Ruah”, o qual em sentido primeiro, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza justamente a imagem sensível para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente daquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino.(Cf Jo 3,5-8). Por outro lado, Espírito Santo são atributos divinos comuns às três pessoas Divinas. Mas ao juntar os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam à Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com outros empregos dos termos “espírito” e “santo” .

Desde a ruptura da amizade dos homens com Deus, por causa do pecado original, o Pai
traçou um plano amoroso pra nos resgatar, reatar a união com Ele, através do Filho e do espírito Santo. Já no Antigo Testamento, Deus foi revelando seu plano de enviar o Espírito Santo. Isaías 35-4-7 – “Dizei àqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus!… Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe. A terra queimada se converterá num lago, e a região da sede, em fontes. No covil dos chacais crescerão caniços e papiros”.

Ezequiel 11,19s – “eu lhes darei um só coração e os animarei com um espírito novo: extrairei do seu corpo o coração de pedra, para substituí-lo por um coração de carne”.

DESDE SEMPRE EXISTIU

Inicialmente o Espírito Santo não era conhecido pelos homens, embora desde sempre
existisse:

“A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”. (Gn 1,2) . No decorrer da Antiga escritura, vemos que o Espírito de Deus era derramado somente em algumas pessoas, a fim de movê-las a uma ação especial. Esta unção era temporária, e beneficiava aos escolhidos por Deus, os juízes, os reis, os profetas, entre outros. O Espírito Santo, Ruah, foi revelado por Jesus como pessoa divina, a terceira da Trindade.

Joel 3,1 – “Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo:
vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens
terão visões”.

Atos 2,39 – “Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem
de longe o apelo do Senhor, nosso Deus”.

João 14,14 – “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco”.

Atos 1,5-8 e Jo 1,33 – “mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e
sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo”. (At 1,8)

Lucas 24,49 – “Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na
cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.

No Novo Testamento, o Espírito Santo está diretamente ligado a Jesus e suas ações. Encontramos várias descrições do Espírito Santo como: Pomba, Água e Fogo. Símbolos que a luz do Catecismo observou seus significados:

Pomba – Quando Cristo volta a subir da água do seu batismo, o Espírito Santo, em forma de uma pomba desce sobre Ele e sobre ele permanece (Cf Mt 3,16). O Espírito desce e repousa no coração purificado dos batizados.

Água – O simbolismo deste elemento é significado da ação o Espírito Santo, ela se torna o sinal sacramental e eficaz do novo nascimento: assim como a gestação, nosso primeiro nascimento se operou na água – O Espírito, é, pois, também pessoalmente a água que jorra de Cristo crucificado – Nascimento e Fecundidade da vida no Espírito Santo.

Fogo – Simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo. João Batista (Lc
1,17) anuncia cristo como aquele que “batizará com o Espírito Santo com fogo” (Lc 3,16), esse Espírito, de Jesus dirá: “Vem trazer fogo à terra, e quando desejaria que já estivesse aceso!” (Lc 12,49). É sobre a forma de línguas “que se diriam de fogo” que o Espírito santo pousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si.

CUMPRIMENTO DA PROMESSA:

O Pentecostes (At 2,1ss) – está no fim da ‘vida’ de Jesus, depois que história da salvação atingiu o seu cume entende-se também o porque disso. Entre nós e o Espírito Santo há dois muros de separação que O impediam de comunicar-se a nós: o muro da natureza e o muro do pecado.

O muro da NATUREZA, porque o Espírito Santo é espírito e nós somos carne; Ele é Deus e nós somos homens (Is 31,3). Era preciso que fossem derrubados esses dois muros, ou preenchidos esses dois abismos, para que o Espírito pudesse ser derramados em nós. E isso é o que aconteceu graças à obra redentora de Cristo. Com a sua encarnação Ele derrubou o muro de separação da Natureza, unindo em si Deus e Homem, o espírito e a carne, criou uma ponte indestrutível entre as duas realidades. Com a sua Páscoa, Ele derrubou o muro de separação do PECADO. O espírito ainda não viera – lê-se no quarto Evangelho – por Jesus não ter sido ainda glorificado (Jo 7,39). Era necessário que antes Jesus morresse, para que o Consolador pudesse vir (Jo 16,7). De fato, morrendo pelos pecados, Jesus derrubou o segundo muro; “destruiu – diz são Paulo- o corpo do pecado”(Rm 6,6). Agora não há mais nada que empeça o Espírito de derramar-se, como de fato vai acontecer em Pentecostes.

Obs: Já na cruz houve derramamento do Espírito Santo, no momento em que Jesus “entregou o espírito”, isto é, que morreu, e que também derramou o Espírito Santo, como é indicado também pela água e pelo sangue que lhe brotam do lado, se levamos em conta o que João escreve na sua primeira carta: “Três são os que testificam: o Espírito, a água e o sangue” (1Jo 5,7-8). O lado aberto refere-se à profecia de Ezequiel sobre o novo templo, de cujo lado sai o rio de água viva (Cf.Ez 47,1ss): de fato, Jesus mesmo define seu corpo destruído e reconstruído como novo templo (Jô 2,19).

Mas é Pentecostes nossa herança, o cumprimento da promessa para nós e nossos filhos, e se Pentecostes está no final da realização da salvação, está no início de sua aplicação a nós. Nós não acabamos com o Espírito Santo, começamos com Ele… “Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: Jesus seja maldito e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo”. (1Cor 12,3). A nossa vida espiritual começa no batismo, que é nosso Pentecostes.

PEDIR PARA OBTER O ESPÍRITO SANTO, ‘O PODER DO ALTO’

Antes de tudo precisamos compreender que o Espírito Santo vivifica a igreja e que a igreja somos nós.

“Sem o Espírito Santo, Deus está distante; o Cristo permanece no passado; o Evangelho é letra morta; a igreja, uma simples organização; a autoridade, uma dominação; a missão uma propaganda; o culto, um arcaísmo; mas com o Espírito, o cosmo é levantado e geme no parto do Reino; o homem luta contra carne; o Cristo está presente, o Evangelho é força de vida; a igreja é sinal de comunhão Trinitária, a autoridade é serviço libertador, a missão é um pentecostes; a liturgia é memorial e antecipação” (PE Raniero Cantalamessa) . Aos Apóstolos que perguntavam se aquele era o tempo da vinda do Reino, Jesus respondeu: “mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo”. (At 1,8). Com está recomendação também se encerra o Evangelho de Lucas: “Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”. (Lc 24,49). Os discípulos esperam; vem o Espírito Santo (At 2,1ss); recebem a força do alto; começam a pregar com coragem as multidões, três mil pessoas convertem-se, e nasce a primeira comunidade cristã, os primeiros passos da história da igreja. O segundo ponto é que nos preparamos para pentecostes e para o dom do Espírito Santo com oração. Nos Atos dos Apóstolos, depois da informação a respeito da assiduidade à oração (At 1,14), (fala-se (Cf. At 15-26) de 120 pessoas reunidas, em oração para escolha de Matias que substituiu o lugar de Judas). O relato da vinda do Espírito Santo liga-se claramente à situação descrita antes de ardente oração do grupo restrito. Repete-se, pois, o que tinha acontecido no batismo de Jesus: No momento em que Jesus se encontrava em oração, depois de ter sido batizado, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele. (Cf. Lc3,21s). Para São Lucas, foi a oração de Jesus que rasgou os céus e fez descer sobre Ele o Espírito. O mesmo acontece agora. Enquanto a Igreja estava em oração, subitamente ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento… E todos ficaram cheios do Espírito Santo (Cf.At2,2-4). É impressionante a constância com a qual, nos Atos dos Apóstolos, a vinda do Espírito Santo está relacionada com a oração. Saulo “estava rezando” quando o Senhor lhe enviou Ananias para que recuperasse a visão e ele ficou cheio do Espírito Santo (cf. At 9,9.11). Depois da prisão e da libertação de Pedro e João; a
comunidade tinha “acabado de rezar, quando o lugar estremeceu e todos ficaram cheios do Espírito Santo” (At 4,31). Quando os Apóstolos souberam que a Samaria tinham acolhido a Palavra, enviaram Pedro e João; eles desceram e rezaram para os samaritanos receberem o Espírito Santo (At 8,15). De fato, o mesmo Jesus tinha vinculado o dom do Espírito Santo à oração, dizendo: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem”. (Lc 11,13). Tinha-o vinculado não somente à nossa oração, mas também e, sobretudo à sua, quando disse: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco”. (Jo 14,16). A oração
de Maria com os Apóstolos, reunidos no Cenáculo.

DOM GRATUITO

Contudo, Espírito Santo vem como dom de Deus, gratuito. Quando Simão o mago procurou obter o Espírito Santo com dinheiro, os Apóstolos reagiram indignados. (cf. At 8,18ss).

O Espírito Santo não pode ser comprado, pode ser implorado pela oração. Mas aqui surge uma primeira objeção. Se o Espírito Santo é dom, aliás, o Dom por excelência de Deus, porque é preciso obtê-lo com oração? Que dom seria, se não fosse gratuito? Ambas as coisas são verdadeiras: que é dom e que Deus não o dá, habitualmente, senão para quem lhe pede. Deus não impõe seus dons, mas os oferece. A oração é exatamente a expressão desta aceitação e deste desejo da criatura. É a expressão da liberdade que se abre à graça.

Uma segunda objeção. No Novo Testamento encontramos afirmações que parecem dizer o contrário, isto é, que é preciso ter o Espírito Santo para poder rezar. De fato, São Paulo diz “O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis”. (Rm 8,26); que sem a ação do Espírito Santo, não poderíamos nem dizer que Jesus é o senhor (cf.1Cor 12,3), que é a mais simples das orações. Como, então, dizer que Deus dá o Espírito Santo para quem lhe pede? Vem antes o Espírito Santo ou a oração? No começo esse dom vem gratuito, mas depois é necessário rezar para que este dom permaneça e aumente.

“Pentecostes não é coisa do passado” (Paulo VI)

Frutos
É por este poder do Espírito, diz o Catecismo da Igreja Católica, que os filhos de Deus podem dar frutos. Aquele que nos enxertou n verdadeira vida nos fará produzir “o fruto do Espírito, que é o amor, alegria, paz, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e autodomínio (Gl 5, 22s)

Espírito Santo que é o Amor do Pai e do Filho que nos é comunicado e transmitido. egundo o CREDO, Jesus foi concebido pelo Poder do Espírito Santo, nascido da Virgem
Maria. Maria foi então convidada a conceber Jesus e a concepção de Jesus foi obra do poder do Divino Espírito Santo: “O Espírito virá sobre Ti…” A missão do Espírito Santo está sempre conjugada e ordenada à do Filho, ou seja, toda a vida de Jesus manifesta a vontade do Pai que por sua vez é manifestada pelo Espírito Santo.

Um fato dos Evangelhos é que os Apóstolos estavam com muito medo após a morte de Jesus. Foi a descida do Espírito Santo sobre eles que os transformou radicalmente e deu coragem para que saíssem anunciando o Evangelho. O mesmo Espírito Santo que deu forças aos apóstolos e mártires é recebido no sacramento da Crisma, e aí está a importância deste sacramento no fortalecimento da Fé e na profissão do Cristianismo de cada um.

Pela graça do Batismo “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” somos chamados a compartilhar da vida da Santíssima Trindade, aqui na Terra na obscuridade de nossa fé e para além da morte, na luz eterna. Pela Confirmação ou Crisma, como o próprio nome diz, somos chamados a confirmar essa fé ora recebida para que, além de vivermos segundo a Palavra de Deus, darmos testemunho dela e levá-la por toda à parte.

Nos entregamos ao Espírito Santo para que Ele nos impulsione e estimule na prática do bem.

Crisma é o sacramento que, conferindo os dons do Espírito Santo em plenitude, inaugurado no batismo, põe o fiel no caminho da perfeição cristã e assim o faz passar da infância para a idade adulta, pois é o Sacramento da maturidade Cristã.

Podemos então dizer que a Crisma é o Sacramento da Confirmação do Batismo. É o Sacramento da Juventude. É o Sacramento por excelência do Espírito Santo.

Crisma é uma palavra grega que significa: óleo de ungir. A palavra Confirmação tem aqui o significado de fortalecimento, pois deve tornar o cristão “forte e robusto” no espírito. Ungir é esfregar o óleo do Crisma na fronte do crismando em forma de cruz. Esse óleo usado na cerimônia de Crisma é consagrado na Missa da Quinta-Feira Santa.
Três coisas são necessárias na administração da Crisma:
? A imposição das mãos sobre a cabeça do crismando;
? A unção com o óleo do Crisma na fronte do crismando;
? As palavras que o Bispo diz: Recebe por este sinal os Dons do Espírito Santo, ao que o
crismando responde: Amém.

Normalmente é o Bispo que ministra o sacramento da Crisma, porém ele pode delegar esse poder a um sacerdote em sua ausência.

Na celebração o Bispo faz essa Oração pedindo os Dons do Espírito Santo: “ Deus Todo
Poderoso que, pela água e pelo Espírito Santo, fizeste renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviando-lhes o Espírito Santo: dai-lhes, Senhor, o Espírito de Sabedoria e Inteligência, o Espírito de Conselho e Fortaleza, o Espírito de Ciência e Piedade, e enchei-os do Espírito do vosso Temor.”

O Sacramento da Crisma deve provocar no crismando aquilo que o Espírito Santo provocou naqueles que estavam no cenáculo no dia de Pentecostes. Atos dos Apóstolos 2, 1-47.

Para que recebemos o Sacramento da Crisma? Comumente dizemos que a Crisma nos faz soldados de Cristo, que confirma o Batismo, Sacramento do adulto, da responsabilidade. Uma só coisa a Igreja nos garante sobre este sacramento: “Crisma nos concede o Espírito Santo”.

Olhando para a Bíblia, descobrimos que o Espírito Santo tem duas funções:
1º) o de dar a vida através do Batismo.
2º) e o de levar a vida até sua perfeição (santidade) = Crisma.
A confirmação nos dá, pois, o Espírito Santo para levarmos até a perfeição o que recebemos no Batismo. Chegar à perfeição segundo a vontade do Pai.

Talvez possamos dizer que o Batismo constitui mais o aspecto estático ao passo que a Crisma expressa mais o aspecto dinâmico, evolutivo da vida cristã. Uma coisa é ser cristão simplesmente, outra é chegar a plenitude de santidade. Evoluir, é tomar novo impulso, crescer constantemente na vida iniciada no Batismo.

Não podemos permanecer semente; é preciso que a semente germine, cresça e dê frutos em abundância. (At 8, 14 – 19 – At 2, 1-47)

Missão do crismando:

Ser bom fermento que leveda a massa.
Fomentar a caridade fraterna.
Comunicar aos outros o amor de Cristo que está nele.
Mostrar, com palavras e com atos, sua maturidade cristã e o desejo de sempre crescer até atingir a plenitude de Cristo.
Crisma não é um sacramento a mais, é o sacramento que faz o autêntico cristão.
Ser cristão é comprometer-se com o Evangelho e ser coerente aos compromissos assumidos em relação a ele.

Os sete Dons do Espírito Santo:

Sabedoria: Não a sabedoria do mundo, mas aquela que nos faz reconhecer e buscar a
verdade, que é o próprio Deus: fonte da sabedoria. Verdade que encontramos na Bíblia

Entendimento: É o dom que nos faz aceitar as verdades reveladas por Deus.

Conselho: É a luz que nos dá o Espírito Santo, para distinguirmos o certo do errado, o
verdadeiro do falso, e assim orientarmos acertadamente a nossa vida, e a de quem pede um conselho.

Ciência: Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A verdade que é vida. por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização da nossa vocação.

Fortaleza: É o dom da coragem para viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até mesmo o martírio, se for preciso.

Piedade: É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Nesse dom nos é dado o sabor das coisas de Deus.

Temor de Deus:Temor aqui não significa “ter medo de Deus”, mas um amor tão grande, que queima o coração de Respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou desagradar a Deus.

Música

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domingo, setembro 19th, 2010 Encontros, Espírito Santo, Formação, igreja, Informações, Sem categoria Comentários desativados

4º, 5º, 6º e 7º sacramentos

Ordem

A Ordem é a dedicação. Todo dia precisamos de ajuda de outras pessoas para viver com a gente, orientar, mostrar o caminho. Essas pessoas nos ajudam a alimentar a fé, acreditar na esperança, esperar na fraternidade. Tem gente que se dedica a esse serviço. Vive para isso. O Padre é um exemplo. Dedicação por excelência, só a de Deus. Deus se dedica tanto que chegou a confiar seu próprio filho a nós, a aceitar que ele morresse por nós. Tem gente que consagra a vida para mostrar aos irmãos esse grande amor de Deus. No sacramento da Ordem, quando o bispo impõe as mãos sobre um rapaz dedicado ao serviço dos irmãos, enxergamos a grande dedicação de Deus a nós.
A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato. Todos nós somos chamados a uma vocação, ou seja, Deus nos chama a servir a Ele através de algo: a Vida Leiga, a Vida Religiosa, a Vida Consagrada, a Vida Sacerdotal.

A Ordem é o Sacramento onde Deus nos chama a sermos verdadeiros apóstolos. Na Bíblia podemos ver os inúmeros chamados de Jesus: “Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas, Disse-lhes: ‘Segue-me’. O homem levantou-se e o seguiu” (Mt 9, 9). Através da leitura acima, podemos perceber que Jesus com uma só palavra consegue levar Mateus, um homem pagão e rico, ao sacerdócio (sacer = sagrado; dócio = Dom). A missão do sacerdote é ser uma “seta sinalizadora”, ou seja, o sacerdote deve indicar ao povo o caminho à Cristo.

Todos os apóstolos que vemos nas Escrituras, são os mesmos diáconos, padres, vigários, bispos e papa que existe nos dias de hoje. João Paulo II é o sucessor de São Pedro (o primeiro papa), os sacerdote são verdadeiramente apóstolos que batizam, confessam, crismam, celebram a Santa Missa em nome de JESUS.

Não devemos temer o chamado, pois Jesus não escolhe pobre ou rico, mas sim aquele que Ele deseja. Jesus chamou Pedro (apóstolo sem cultura e incrédulo), Paulo (perseguidor dos cristãos), Mateus (apóstolo pagão e rico), Judas Iscariotes (apóstolo traidor).

Nós como cristãos, devemos rezar muito pelas vocações sacerdotais, pedindo a cada dia que Jesus chame mais jovens a viver essa vida de entrega ao Senhor. Pois como sabemos: “A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para vossa messe” (Mt 9, 37s).

Penitência ou Confissão

A Penitência é a volta. Quase todo dia a gente cai e se levanta. Pequenas quedas e grandes tombos. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dele, que é o caminho da irmandade.
Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações. A confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo. Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:

Os homens pecam.

Diz a Sagrada Escritura: “O justo cai sete vezes por dia” (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete vezes, que será do pobre que não é justo?

“Não há homem que não peque” (Ecl 7, 21).

“Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso” (1 Jo 1, 10).

O “Livre Arbítrio” humano permite ao homem realizar atos contrários ao seu criador.

É necessário obter o perdão desses pecados.

“Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar” (Sl 117, 20).

“Não sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?” (1 Cor 6, 9).

Portanto, para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão dos pecados.

Nosso Senhor instituiu um sacramento.

Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados? Nos diz São João: “Se confessarmos os nossos pecados, diz o Apóstolos, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça” (1 Jo 1, 8).

Todavia, “aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia” (Prov. 38, 13). “Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer” (Ecl 17, 26).

A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento, mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Nosso Senhor, que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar seus filhos.

No dia da ressurreição, como para significar que a confissão é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, “apareceu no meio dos apóstolos… e, mostrando-lhes as mãos e seu lado… lhes disse: A paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. …soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo… Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 21, 21-23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).

Como tudo é claro! Nosso Senhor tinha o poder de perdoar os pecados, como se desprende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: “assim como o Pai me enviou”, isto é, com o poder de perdoar os pecados, “assim eu vos envio a vós”, ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer dúvida, continua: “soprando sobre eles: Recebei o Espírito Santo…” como se dissesse: Recebei um poder divino… só Deus pode perdoar pecados: pois bem… “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 21, 21-23).

A conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados. Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade “que deve durar até o fim do mundo” (Mt 28, 20).

O livro dos Atos dos Apóstolos refere que quem se convertia “vinha fazer a confissão das suas culpas” (At 19, 18). Aqui nós começamos a refutar uma argumentação dos protestantes: cada um se confessa diretamente com Deus.

A confissão deve ser feita a um padre.

Pelo próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido “vinha fazer a confissão”, fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a confissão junto aos Apóstolos, pois o verbo “vir” é usado por quem recebe a visita do penitente. Se a confissão fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão de seus pecados, sem precisar ‘ir’ até a Igreja.

Aliás, S. Tiago é explícito a esse respeito: “confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos” (Tgo 5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de perdoá-los. De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.

Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Mas, em não existindo um Padre, como confessar-se? E como ficam os homens no Antigo Testamento?

Contrição e Atrição

A Contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.

A primeira, contrição (chamada de contrição perfeita), apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento. A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas “medo do inferno”.

Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um ato de contrição perfeita). Mas quem, em seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá o perdão, pois não ama à Deus verdadeiramente.

Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso “Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na Cruz” (Flp 2, 8 ) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: “Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado” (Lc 18, 14).

Alguns protestantes aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estariam livres de qualquer pecado e nem poderiam mais pecar! Conseqüentemente, concluem que não haveria necessidade de confissão. Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de (1 Jo 3, 6 e 9). Todavia, basta confrontar essa passagem com outra, do próprio João Apóstolos (1 Jo 1, 8-10), para perceber que a conclusão é precipitada: “Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

Portanto, todos os homens necessitam de misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

O que é necessário para ser eficaz uma confissão?

exame de consciência;
ter arrependimento (atrição ou contrição);
propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam;
confessar-se sem omitir nada;
cumprir a penitência estabelecida pelo confessor.

Unção dos Enfermos

A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos.
Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbítero, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus.

Não podemos rotular o Sacramento da Unção dos Enfermos como sinal de morte próxima, mas sim um Sacramento que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do doente também arrepender-se de seus pecados.

Antigamente, o Sacramento da Unção dos Enfermos era chamado Sacramento da extrema-unção dos Enfermos, foi trocado o nome pois muitos vinham a caracterizá-lo como o “sacramento da morte”, não sendo bem assim. Inúmeros são aqueles que já receberam o Sacramento da Unção dos Enfermos mais de duas vezes e estão vivos até hoje.

Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo, ou seja, não adianta a família querer impor algo que o próprio doente não deseja (isso não vale só para esse Sacramento, mas sim para todos os outros). A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, mas não impor o Sacramento sem a vontade e a consciência do doente. Se o doente querer e tiver a consciência da importância do Sacramento, aí sim, o Sacramento terá muitos frutos e graças.

A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. A Unção dos Enfermos é o sacramento da salvação total, do corpo e do espírito ao mesmo tempo. É o sacramento da esperança, porque ajuda o doente a entregar-se confiante nas mãos de DEUS.

Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de DEUS, Ele acolhia com amor e os curava.

“E passando Jesus, viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de DEUS.” (cf. Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. “Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungido-os com óleo” (cf. Mc 6, 12s).

O Senhor ressuscita renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome:
“Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados” (cf. Mt 16, 18).

Matrimônio

O Matrimônio é o amor. Ninguém consegue viver sem a presença e a amizade de outras pessoas. Ninguém está sozinho. No casamento, essa amizade é repartida entre o marido e a mulher: é repartida entre o casal e os filhos, e com a comunidade onde vivem. O mais difícil do amor é permanecer firme nele. Só Deus mesmo é capaz de ser, sem defeito, fiel e amoroso. Quando o casal é fiel no amor, é um grande sinal de Deus. Deus está presente no amor do casal. Quem acredita nisso pode casar na Igreja.
“A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor.”

Deus nos fez para a felicidade, não nascemos para viver sozinho, mas sim com uma companhia. O Pai quando criou o homem, deu à ele uma companhia: Eva. Deus também acrescentou: “Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gn 2, 24).

Esse ato de se juntar com o sexo oposto para juntos viverem em uma só carne é o próprio Sacramento do Matrimônio. Este é um Sacramento de Serviço (junto com a Ordem), através dele nos unimos ao sexo oposto para juntos construirmos uma família. O Matrimônio é uma doação total ao outro e à Deus, somos chamados a construir uma família cristã, com pensamentos retos e morais.

Hoje, o Maligno vem se apoderando deste Sacramento como se fosse algo qualquer, ele usa do casal como forma de destruir, eliminar, desconcertar o convívio familiar. São muitos os casamentos feitos na Igreja Católica que possui objetivos contrários a conduta cristã, ou seja, muitos são os casais que vão para o altar com desejos carnais e com o seguinte pensamento: “Se não der certo, nos separamos”.

Muitos falam como é difícil aceitar o Sacramento da Ordem, ou seja, pensam que ser sacerdote é uma grande dificuldade nos dias de hoje. Só que tanto a Ordem como o Matrimônio são Sacramentos de Serviço, que necessitam da doação total dos que receberam o Sacramento. A missão do sacerdote é direcionar o povo ao caminho de Deus. A missão do casal é direcionar a família ao caminho da Santidade e do Amor Fraterno. Não podemos deixar de lembrar que é através do Sacramento do Matrimônio que nasce as vocações sacerdotais, vindas da educação que os familiares deram ao vocacionado. Podemos chegar então à conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma vocação, devemos estar preparados para direcionar e educar filhos e Filhos de Deus no caminho da Santidade.

A grande prova da falta de preparo de muitos casais nos dias de hoje, são os inúmeros casamentos que não dão certo. O divórcio é força do maligno, foi criado para separar a união que Deus criou entre dois de seus Filhos.

Podemos então chegar a conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma das grandes obras divinas, que foi criado para o Amor Familiar. A Família é o grande investimento que Deus criou, é através dela que se educa cidadãos retos procurando a imitação de Cristo Jesus.

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domingo, setembro 12th, 2010 matrimônio, ordem, penitência, Sacramento, unção dos enfermos Comentários desativados

1º, 2º e 3º sacramentos

Objetivo do Encontro

Conhecer e entender o que são os sacramentos.

Dinâmica

Pede-se que cada um dos crismandos desenhe algo que goste. Depois, pergunte sobre o sentimento que tem sobre aquilo que desenhou. Muitos vão dizer que gostam, que tem um carinho sobre o objeto, ou pessoa. A seguir, perguntamos se é fácil desenhar esse sentimento (a resposta deve ser não, não podemos desenhar o amor, o carinho, por exemplo). O que desenhamos é a materialização do sentimento.
Então, a partir daí, fazemos uma analogia ao sacramento. O amor de Deus é tão grande que Ele nos deu os sacramentos. Esses sacramentos são sinais visíveis da graça invisível de Deus, como os nossos sentimentos ante as coisas que desenhamos na dinâmica.

Formação

1º Sacramento – Batismo

Formação 1

O Santo Batismo é o fundamento de toda vida cristã, é a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado original e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão. Este sacramento é também chamado “o banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo” (Tt 3,5) pois ele significa e realiza este nascimento a partir da água e do Espírito, sem o qual ninguém pode entrar no reino de Deus” (Jo 3, 5).

Formação 2

Os nossos pais deram-nos a vida natural do corpo. Deus dá-nos a alma e, além disso, destina-nos a uma vida sobrenatural. Mas nós nascemos privados dessa vida por causa do pecado original, herdado de Adão e Eva. O Batismo apaga o pecado original, dá-nos a fé e a vida divina e torna-nos filhos de Deus. A Santíssima Trindade toma posse da alma e começa a santificar-nos. De acordo com a vontade expressa do Senhor, o Batismo é necessário para a salvação.

O que é o Batismo?

O Batismo é o sacramento pelo qual renascemos para a vida divina e somos feitos filhos de Deus.

Por que o Batismo é o primeiro dos sacramentos?

O Batismo é o primeiro dos sacramentos porque é a porta que dá acesso aos demais sacramentos e sem ele não se pode receber nenhum outro.

Que efeitos produz o Batismo?

Os efeitos que o Batismo produz são:
  • Perdoa o pecado original e qualquer outro pecado.
  • Dá-nos as três Pessoas divinas junto com a graça santificante.
  • Infunde a graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo.
  • Imprime na alma o caráter sacramental, que nos faz cristãos para sempre.
  • Incorpora-nos à Igreja.

Que acontece com os que morrem sem receber o Batismo?

Aqueles que não podem receber o Batismo, mas o desejam, também podem salvar-se. Chama-se a isto Batismo de desejo. Esse desejo pode ser explícito ou implícito. É explícito quando a pessoa tem e manifesta o desejo de ser batizada. É implícito quanto – apesar de não conhecer o valor desse sacramento – a pessoa procura a Deus sinceramente e deseja de todo o coração a Verdade e o Bem.

Quem pode batizar?

Ordinariamente, podem batizar o bispo, o padre e o diácono. Em caso de necessidade, pode batizar qualquer pessoa que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja, mesmo que ela própria não tenha sito batizada.

Como se batiza?

Batiza-se derramando água sobre a cabeça e dizendo: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

2º Sacramento – Confirmação ou crisma

Formação 1

Pelo sacramento da confirmação, os fiéis são vinculados mais perfeitamente a Igreja, enriquecidos da força especial do Espírito Santo e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas devem difundir e defender a fé tanto em palavras como por obras.

Formação 2

Nos primeiros séculos, a confirmação era feita dentro da mesma celebração, normalmente na noite da Páscoa. O bispo, presidindo a liturgia, logo depois do batismo, impunha as mãos sobre os novos cristãos, dando-lhes o sacramento da confirmação.
O batismo é um sacramento da Igreja local, a comunidade paroquial. Pelo batismo, a pessoa é introduzida na Igreja de Jesus Cristo através da sua integração na comunidade local. A confirmação é um sacramento que celebra a integração do cristão na comunidade mais ampla da Igreja diocesana e universal. Exprime assim a missão de cada cristão como testemunha do Evangelho no meio do mundo. Por isso o ministro próprio da confirmação é o bispo.
A confirmação chama-se também “crisma”, que significa unção, porque o cristão é ungido com o óleo da crisma, que é preparado, todos os anos, pelo bispo, na quinta-feira santa.
Ungido é exatamente o significado do nome “Cristo”.
O rito essencial deste sacramento é bem simples: após a profissão de fé dos candidatos, o bispo, orando, impõe as mãos sobre eles e em seguida, marca o confirmando com óleo, traçando na sua fronte o sinal da cruz.
Leia: Atos 8, 14-17 (impuseram as mãos – receberam o Espírito Santo).
O Espírito Santo dá-nos força a fim de nos tornar adultos na fé e sermos testemunhas de Jesus e do Evangelho. A vida de cristãos, que começa no batismo, deve desenvolver-se e receber a plenitude na confirmação.
O início da expansão da Igreja, através do testemunho público dos seguidores de Jesus, começou no Pentecostes. Aquelas pessoas do cenáculo assumiram conscientemente o dom do Espírito e começaram a transformar o mundo e a história.
O Espírito Santo que nos é dado na crisma é o mesmo dom de Deus, capaz de unir-nos como Igreja e fazer-nos transformadores, de novo, do mundo. A sociedade atual está construída sobre o interesse e a busca insaciável do ter mais, do poder mais, do gozar mais e, para alcançar isso, faz qualquer negócio: mentira, luta, exploração, opressão, injustiça, guerra, destruição. O Espírito nos é dado para que aprendamos pessoalmente e ensinemos aos outros a ser mais gente, amar mais e viver mais fraternalmente: construtores da nova CIVILIZAÇÃO DO AMOR !.
(BUSCH, José A. M. Iniciação Cristã de Adultos Hoje. São Paulo. Paulus: 1992.)

3º Sacramento – A eucaristia

Formação 1

A riqueza inesgotável deste sacramento, exprime-se nos diversos nomes que lhe são dados. Cada uma destas designações evoca um de seus aspectos. Eucaristia porque é ação de Graças a Deus. Ceia do Senhor porque se trata da ceia que o senhor fez com seus discípulos na véspera da sua paixão. A Eucaristia é o ápice de toda a vida cristã. Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso salvador instituiu o sacrifício eucarístico de seu corpo e sangue. Por ele perpetua por séculos, até que volte o sacrifício da cruz.

Formação 2

Para nós a refeição é muito mais que somente alimentação. É sinal de união, de amizade, de festa e alegria partilhada. Na Bíblia a refeição também é paz e perdão, ou seja, é presença de Deus. O Sacramento da Eucaristia é a celebração da Ceia do Senhor, na qual Ele nos dá seu Corpo e seu Sangue como alimento. Na Eucaristia celebramos a comunhão com Cristo e com os irmãos na comunidade: é alimento para nossa caminhada. Para receber a Eucaristia é preciso estar sem pecado mortal, ou seja, em profunda comunhão com Cristo.
Jesus quis deixar à Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício da sua morte na Cruz. Por isso, antes de começar a sua Paixão, reunido com os Apóstolos na Última Ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho no seu próprio Corpo vivo e dando-lhes a comer. Mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória, tornando-os participantes do seu sacerdócio.

O que é a Eucaristia?

A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo sob as espécies ou aparências de pão e vinho.

O que é a Santa Missa?

A Santa Missa é a renovação sacramental do Sacrifício da Cruz.
Eucaristia é também banquete sagrado, no qual recebemos Jesus Cristo como alimento da nossa alma. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia; de maneira que, ao comungarmos, entra em nós Jesus Cristo vivo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Eucaristia é a fonte e o cume da vida da Igreja, como também é a fonte e o cume da nossa vida em Deus. A Igreja manda comungar ao menos uma vez por ano; recomenda vivamente a comunhão freqüente e, se for possível, sempre que se participe da Missa. Mas sempre se deve comungar em estado de graça, isto é, sem ter na alma nenhum pecado mortal não confessado.

O que é comungar?

Comungar é receber o próprio Jesus Cristo presente na Eucaristia.
De que modo Jesus Cristo está presente na Eucaristia?
Jesus Cristo está na Eucaristia verdadeira, real e substancialmente presente, todo inteiro, com Seu Corpo, Alma, Sangue e Divindade, debaixo de cada uma das espécies do pão e do vinho.

Quem pode comungar?

Podem comungar os que estão em graça de Deus, guardam jejum eucarístico e sabem a Quem vão receber.
O que é o jejum eucarístico?
O jejum eucarístico consiste em não tomar nenhum alimento ou bebida, exceto água e remédio, a partir de uma hora antes de comungar. Os doentes e os que cuidam deles podem comungar ainda que tenham tomado alguma coisa dentro da hora imediatamente anterior.
Quando se deve receber a primeira comunhão?
Quando se começa a ter o uso da razão, o que se pressupõe que acontece a partir dos sete anos. É necessário também ter recebido previamente a devida preparação e o sacramento da Reconciliação, Confissão ou Penitência.

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domingo, agosto 29th, 2010 batismo, crisma, eucaristia, sacramentos Comentários desativados

6º, 8º e 9º mandamentos

Oração Inicial

fonte: http://blog.cancaonova.com/clube/2010/08/19/criai-em-mim-um-coracao-que-seja-puro/
Criai em mim um coração que seja puro
Vamos rezar juntos o salmo? Que o Senhor possa nos dar a cada dia um espírito decidido.
“Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Dai-me de novo a alegria de ser salvo e /confirmai-me com espírito generoso! /Ensinarei vosso caminho aos pecadores,/ e para vós se voltarão os transviados.
Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e,/ se oferto um holocausto, o rejeitais./ Meu sacrifício é minha alma penitente,/ não desprezeis um coração arrependido!”

Objetivo do Encontro

Continuar o aprendizado sobre outros mandamentos, agora com os últimos deles 6º, 8º, 9º.

Dinâmica

Material: papel, tesoura e durex.
O 8º mandamento fala da integridade da pessoa, da sua honestidade e da reputação. Esta não é fácil de se recuperar quando se perde. Então a idéia da dinâmica é a seguinte: pede-se que se dividam em grupos e façam um desenho representando uma pessoa. Depois, pedimos pra cada um deles mostrar os desenhos. Em seguida, pedimos para que eles cortem o desenho (em várias partes, como um quebra-cabeça) e mostrem as partes para os demais grupos. Em seguida pedimos para que eles remontem e colem o desenho que fizeram. Em seguida mostrem o resultado para os grupos. Podemos deixar um do lado do outro, no chão, para eles verem o resultado.
Algumas perguntas: ficou idêntico a como era no começo? Ficou mais bonito, mais feio?
Foi fácil remontar? E para não deixar as peças tortas? Foi fácil?
A reflexão vai de encontro com a dignidade e a reputação do outro: quando alguém tem a imagem manchada, é fácil de se recuperar? Quantas vezes não difamamos o outro ou agredimos. Insultamos ou ignoramos. Ferir as pessoas as machuca. E nem sempre essa marca é fácil de recuperar.
_________________
Pegamos uma nota de R$ 20,00 lisinha, nova…e ai amassamos e abrimos essa nota…O que aconteceu com a nota? Ela perdeu o valor?? É assim o nosso relacionamento com Deus…podemos ser pisoteados, cuspidos, mas temos um valor infinito aos olhos de Deus.

Formação

6º Mandamento – Não pecar contra a castidade e
9º Mandamento – Não desejar a mulher do próximo.
6º-Integração correta da sexualidade na pessoa
-Namoro
-Se manter puro (corpo e alma)
-Relacionamento superficial dos jovens

9º-Respeito ao compromisso assumido pelos outros
-Matrimônio
-A importância da família

“Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1 Cor 6,18-20).

Há duas atitudes muito erradas, mas muito comuns sobre o sexo: a primeira é um hedonismo, onde a aspiração máxima na vida é o prazer. Como se o fim último dele fosse esse. A satisfação na vida é o prazer corporal e só.
A outra é a de que tudo o que é relativo ao sexo é baixo, sujo e feio. É como se fosse um mal necessário para perpetuar a humanidade.
Essa última é geralmente formada na infância, quando muitos formadores, para formá-los na pureza colocam que as partes íntimas do corpo são essencialmente más e vergonhosas, ao invés de dizer que são dons de Deus. Assim é adquirida uma visão errada, assuntos jamais mencionados e assim essa deturpação da idéia se perpetua. Isso pode tornar casamentos infelizes, quando na verdade deveriam ser instituições a serem celebradas.
Deus não era obrigado a dotar os seres humanos de capacidade de procriar. Ao contrário, desejou que participássemos da Sua criação. São pais e mães que geram seus filhos e tem o dever de educá-los no amor.
Ele mesmo, Deus quis mostrar-se humanamente ao mundo através de uma família.
CIC 2366 A fecundidade é um dom, uma finalidade do matrimônio, porque o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo. O filho não vem de fora juntar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio coração deste dom mútuo, do qual é fruto e complemento. Por isso, a Igreja, que «toma partido pela vida», ensina que «todo o acto matrimonial deve, por si estar aberto à transmissão da vida». «Esta doutrina, muitas vezes exposta pelo Magistério, funda-se sobre o nexo indissolúvel estabelecido por Deus e que o homem não pode quebrar por sua iniciativa, entre os dois significados inerentes ao acto conjugal: união e procriação».
Temos que viver a virtude da castidade. O Senhor disse: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5,8). O Corpo de um cristão, desde que recebeu o Batismo, é um Templo de Deus, e não devemos profaná-lo cometendo pecados de impureza, que expulsam a Deus da alma e a faz merecedora do inferno, se não se arrende bem antes de morrer, e se possível com uma boa confissão.
O sexto mandamento da Lei de Deus nos proíbe todos os pecados contrários à castidade; entre os mais graves estão a masturbação, a fornicação, a pornográfica, a práticas homossexuais e o adultério. O sexto mandamento proíbe também todo ato, olhar ou conversa contrária à castidade.
Os principais meios para guardar a santa pureza são: a oração, a confissão e a comunhão freqüentes, a devoção à Santíssima Virgem, a modéstia e a guarda dos sentidos e a fuga das ocasiões de pecar, como conversas, olhares, leituras, amizades e espetáculos desonestos.
Os órgãos genitais não trazem o estigma do mal; o mal provém da vontade pervertida, que os desvia de seus fins. O exercício da faculdade de procriar pelos esposos (os únicos a quem cabe este exercício) não é pecado, como não é pecado um abraço, por exemplo. Sendo um prazer através de uma faculdade dada por Deus desfrutá-lo não é pecado, desde que não se exclua dele, o fim divino de continuação da humanidade. O uso de qualquer meio anticoncepcional ou abortivo constitui pecado grave, pois tira o fator divino da relação a dois. Para não cairmos nos pecados que estão englobados neste mandamento, nossa missão é sermos castos.
Nestes dois mandamentos, os pecados que atentam contra eles são a fornicação e ações deliberadas – pensamentos ou atitudes – que alimentem o desejo sexual ou pensamentos com relação a qualquer pessoa ou a si próprios fora da relação conjugal.

Amar é querer bem um ao outro; implica doação ou entrega, para que o bem do ser amado possa ser atingido. Ora o amor que surge entre jovens solteiros, é algo que vai crescendo: atravessa as fases do namoro e do noivado para chegar ao casamento. Só no matrimônio é que ocorre a união plena e comprometida entre os cônjuges; somente então existe o ambiente adequado para as relações sexuais, que supõem um lar e amor estável entre esposo e esposa para que possam educar seus filhos.

Sinal evidente de que as relações pré-matrimoniais estão fora de propósito é o fato de que são geralmente acompanhadas por anticoncepcionais e outros artifícios; induzem os interessados a mutilar a natureza, que por si é unitiva e fecunda. Se não se tomam tais cautelas, dá-se o perigo de gravidez indesejado, que não raro termina com abortamento.

Com outras palavras: a relação sexual é algo de tão íntimo e profundo que ela não pode ser a primeira demonstração do amor nascente; é, antes, a expressão suprema da maturação e da consolidação desse amor. Unir-se sexualmente significa doar-se por completo e, por conseguinte, comprometer-se totalmente.
(http://www.teologiadocorpo.com.br/Home/artigos/sexo-pr%C3%A9-matromonial-em-casa)

8º Mandamento – Não levantar falso testemunho

-Matar com a língua.
-Desmoralizar
-Ter misericórdia com o próximo
Quando falar, falar com a pessoa certa, pedir a orientação do Espírito Santo.
Jesus disse: Não é o que entra pela boca que causa mal e sim o que sai da boca.

“Não apresentarás um falso testemunho contra teu próximo” (Ex 20,16). “Ouvistes também o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor” (Mt 5,33).

O Oitavo Mandamento proíbe mentir ou falsificar a verdade nas relações com os outros. Deus é a Verdade; Jesus disse: “Eu Sou a Verdade” (Jo 14,6). E a vocação do povo santo é ser testemunha do seu Deus, que é a Verdade. Jesus chamou o Espírito Santo de “Espírito da Verdade” (Jo 14,17; 16,13) e deixou bem claro que o demônio é o “pai da mentira”, “Ele é homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).

A Lei dada a Moisés proibia severamente a calúnia e difamação, que de certa forma são mentiras. O respeito à reputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia.
“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo” (Ex 20,16). Os discípulos de Cristo “revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus na justiça e santidade da verdade” (Ef 4,24).
Jesus coloca a verdade como libertadora do homem e esta está na Sua Palavra: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
São Paulo ensina que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4) e que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15). Assim, sem a Igreja, sem o ensino do Magistério da Igreja, não se conhece a verdade plena. Jesus, na última Ceia, garantiu que o Espírito Santo revelaria à Igreja “toda a verdade” (Jo 14, 25; 16,13)

A verdade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade e também da simulação, do fingimento e da hipocrisia. Por outro lado, São Paulo ensina que o cristão não deve “se envergonhar de dar testemunho de Nosso Senhor” (2Tm 1,8) em atos e palavras. Muitos filhos da Igreja chegaram ao martírio, que é o supremo testemunho prestado à verdade da fé.
Toda falta cometida contra a verdade exige reparação para que haja justiça; assim, a pessoa a quem se mentiu não fica enganada e prejudicada.

A Igreja ensina que não somos sempre obrigados a revelar a verdade; o que não se pode é mentir; uma regra de ouro ajuda a discernir, nas situações concretas, se convém ou não revelar a verdade àquele que a pede. Por exemplo, o sigilo sacramental é inviolável. “Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidências prejudiciais a outros não devem ser divulgadas”, diz o Catecismo da Igreja (§2511).

A sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça; por isso os meios de comunicação devem ter moderação e disciplina e se pautar pela verdade. Não se pode acusar alguém de crime ou dolo sem provas concretas.
Autor: Prof. Felipe Aquino – http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/07/27/o-oitavo-mandamento/

Música

Aline Brasil – Colisão

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4º, 5º, 7º e 10º mandamentos

Dinâmica

AMAR AO PRÓXIMO.

Duração: 30 min. Material: papel, lápis.
Divida a turma em grupos ou times opostos.
Sugira preparar uma gincana ou concurso, em que cada grupo vai pensar em 5 perguntas e 1 tarefa para o outro grupo executar. Deixe cerca de 15 minutos, para que cada grupo prepare as perguntas e tarefas para o outro grupo. Após este tempo, veja se todos terminaram e diga que na verdade, as tarefas e perguntas serão executadas pelo mesmo grupo que as preparou. Observe as reações. Peça que formem um círculo e proponha que conversem sobre: Se você soubesse que o seu próprio grupo responderia às perguntas, as teria feito mais fáceis? E a tarefa? Vocês dedicaram tempo a escolher a mais difícil de realizar? Como isso se parece ou difere do mandamento de Jesus? “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Como nos comportamos no nosso dia a dia? Queremos que os outros executem as tarefas difíceis ou procuramos ajudá-los?
Encerre com uma oração. Se houver tempo, cumpram as tarefas sugeridas, não numa forma competitiva, mas todos os grupos se ajudando.

4º – HONRAR PAI E MÃE
5º – NÃO MATAR

Pais e filhos devem sempre examinar sua fidelidade ao 4º mandamento. Deus se dirige explicitamente aos filhos, mas devemos ter em mente que aos pais Ele os manda serem dignos do amor dos filhos. As obrigações deste mandamento derivam de que toda a autoridade procede de Deus. Ele se digna a compartilhar com as pessoas. A obediência dentro dos limites retos, é uma obediência a Deus e assim deve ser considerada. Daí podemos também ver que autoridades têm uma obrigação grave de serem leais à confiança depositada nela. Pais um dia deverão prestar conta a Deus da alma de seus filhos.
Mães que sem necessidades vão trabalhar, pais gananciosos que descarregam na família a tensão do trabalho, pais que abandonam o filho aos cuidados de babas ou creches por causa de ocupações ou distrações, beberrões e pais de língua solta, todos esses devem lembrar-se de suas obrigações enquanto pais.
O principal cuidado deve ser o de dar casa, alimento, roupa, saúde. Em seguida, a educação e o patriotismo. Depois o desenvolvimento intelectual e social. No campo espiritual, os pais devem batizar os filhos, depois falar de Deus e em seguida ensinar-lhes a rezar.
Devem procurar estar atentos à formação religiosa de seus filhos. Os pais também devem ser vigilantes às companhia de seus filhos.
Aos filhos, há a obrigação de cuidar dos pais. Se já faleceram, devem oferecer orações e missas pelas suas almas. Se são vivos amá-los com o amor sobrenatural que Cristo manda ter até pelos que são difíceis de amar.
Manter pais em casas ou asilo é algo que depende dos circunstancias pessoais. Bater, maltratar, humilhar os pais é pecado grave.
Amar a pátria e nossos soberanos também esta no 4º mandamento. Interessarmos por sua prosperidade, defender da tirania entre outros.
Respeito e obediência à legitima autoridade do governo são serviços prestados a Deus.

Só Deus dá a vida e só Ele pode formá-lo. O 5º mandamento refere-se apenas a vida humana, não dos animais. Um homicídio é algo gravíssimo, que é conhcido pela simples lei natural. O pecado de suicídio também é grave e a pessoa morre no exato momento que comete o pecado grave. Ainda assim não se despreza a salvação dos suicidas.
Ainda assim matar em defesa própria é licito ser feito. Um duelo, entretanto, não é licicto, tanto que a Igreja excomungou varias pessoas quando esta prática era difundida. Deve se ter em mente que como cristãos devemos fazer de tudo para evitar essas situações.
O aborto também é um atentado contra a vida de um indefeso, que ainda esta no ventre materno. A igreja pune com a excomunhão todos os que estão envolvidos neste ato.
Nossa vida não é nossa. Assim, devemos preservar nossa vida e a dos outros. Pecamos quando causamos um mal físico a outra pessoa. Dirigir de forma errada também é pecado, pois está sendo imprudente. Beber e comer em excesso também é pecado. Somos responsáveis diante de Deus pela vida que Ele nos deu. Expor-se a perigo demasiado é pecado, bem como se automedicar. Doar órgãos e sangue e recebê-los não é pecado. É pecado mutilar seu corpo, bem como causar esterilidade e a eutanásia também é pecado. O ódio e a vingança dependendo do grau também são pecado mortal.
Maus exemplos também se enquadram neste mandamento.

7º- NÃO ROUBAR

10º- NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

O 10º mandamento é companheiro do sétimo. Em ambos os casos proíbe-se fazer em pensamento o que não se pode fazer por ações. É pecado roubar como é pecado pensar em roubar, desejar tirar do outro e pegar para si.
Roubar exige uma restituição. Realizar a ação agrava a culpa, mas o pecado já foi cometido no instante que se consistiu o desejo. O 7º mandamento nos obriga a praticar a justiça, a dar a cada um o que é seu: Pode-se pecar contra isso roubando ou furtando, retem algo voluntariamente ou quando atentamos contra o direito e a vontade do próximo e o que lhe pertence.
Devemos tomar consciência que a vida é mas importante que a prioridade. Quem está faminto e toma um pão não rouba. Roubar é diferente de tomar emprestado. Tomar emprestado sabendo que quem empresta se opõe a isso é pecado. Não cumprir contratos, acordos, é pecado. Também é pecado destruir propriedade alheia. A fraude , enganar alguém é pecado.
A penitencia do 7º mandamento também supõe a reparação, o quanto antes, todas as conseqüências da injustiça.
Sem essa intenção, o sacramento da penitencia é impotente para perdoar o pecado. Deve-se tentar reparar diretamente a pessoa penalizada ou herdeiros com o bem exato e seus lucros se possível, desde que o réu não seja privado de necessidades e que não seja para arrumar sua reputação.

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domingo, agosto 15th, 2010 Encontros, Formação, HONRAR PAI E MÃE, mandamentos, NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS, NÃO MATAR, NÃO ROUBAR Comentários desativados

1º, 2º e 3º mandamentos

Oração Inicial

Oração ao Espírito Santo e

“Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus”

Santo Padre Pio De Pietrelcina

Onde temos colocado a nossa confiança? Estamos fazendo a vontade de Deus? Em quem está a nossa confiança? No Senhor ou em nossas capacidades?
A doutrina da Igreja diz que no nosso batismo recebemos três graças especiais: de profeta, de rei e de sacerdote. O profeta não pode negar a verdade, não pode negar a sua vocação. Nós não podemos vender o nosso profetismo. Não venda a unção que está em você! Ainda que percamos tudo, a nossa confiança não pode estar nos homens, não vendamos nossas almas, mas nos entreguemos a Deus.
Não façamos alianças com o mundo, temos de ser profetas. Talvez você seja o único profeta na sua casa, na sua faculdade, no seu trabalho, seja onde for, pois a fidelidade de um profeta converteu e salvou uma nação.
Elias faz uma oração ousada, porque a sua confiança não estava nos carros ou nos cavalos, mas a força dele estava no Senhor, por isso permaneceu em pé. E assim devemos ser nós.
Então que seja exorcizado – em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo – todo o espírito de morte na nossa vida! E não façamos aliança com esses “Acabs” e “Jezabeis” dos dias atuais, lobos disfarçados de ovelhas, mas que estão contra os preceitos do nosso Deus. Digamos “não” às coisas erradas deste mundo, porque nós ficaremos com o Senhor por confiarmos n’Ele! Com Ele não nos faltará a Divina Providência.
Nós precisamos ser fiéis a Deus porque é Ele quem nos mantém de pé até o último dia. A promessa para nós é que se nos mantermos fiéis a Ele provaremos das melhores delícias.
Respondamos ao Senhor:
Todos juntos: “Nós queremos, Senhor, confiar em Ti, só assim queremos viver. E se por acaso colocamos a nossa confiança nos homens, hoje quebramos esta aliança, porque queremos experimentar a vida em Ti e sermos inundados pelas Tuas graças”
“Não queremos aceitar o fato de que o sofrimento é necessário para nossa alma e de que a cruz deve ser o nosso pão cotidiano. Assim como o corpo precisa ser nutrido, também a alma precisa da cruz, dia a dia, para purificá-la e desapegá-la das coisas terrenas. Não queremos entender que Deus não quer e não pode salvar-nos nem santificar-nos sem a cruz. Quanto mais Ele chama uma alma a Si, mais a santifica por meio da cruz” Santo Padre Pio.
Fonte: http://clube.cancaonova.com/materia_.php?id=11793

Objetivo do Encontro

Aprofundar os conhecimentos sobre os 3 primeiros mandamentos, os quais se referem a Deus.

Dinâmica

(Durante a caminhada na dinâmica colocar a musica Lindo Céu da Adriana de fundo, ou se alguém tiver alguma sugestão de musica mais apropriada para o momento, compartilhe)
Dividir a turma em 2 grupos de modo que fique a mesma quantidade de pessoas pra cada lado
A partir daí, um grupo fica dentro da sala, onde é feito um circuito (caminho) que contenha obstáculos (pequenos, médios, grandes).
Aos que estão dentro da sala, é explicado que cada um terá de guiar uma pessoa das que está fora da sala, sem tocar nela. As pessoas que estão fora da sala são vendadas. Depois de dar instruções as pessoas que estão dentro da sala, chamamos as que estão vendadas, ou uma a uma (mais demorado), ou um grupo por vez, dando um espaçamento de tempo (a pessoa que guiará a outra pode ir junto no caminho, falando baixinho com ela, é só não tocar na que será guiada).
Ao final, explica-se qual a relação com os mandamentos: Deus nos quer num caminho seguro, e por isso deixou os mandamentos, para que eles nos guiassem a Ele, em segurança.

Formação

Formação resumida do livro “A fé explicada”

1º Mandamento – Amar a Deus sobre todas as coisas

A numeração é apenas pra ajudar, é um modo sintético de nos fazer lembrar os mandamentos.
Poucos se acham no papel de idolatrar outro Deus.
Muitos idolatram outras coisas: bens materiais, pessoas, riqueza, êxito social, etc.
Vamos admitir que não haja a idolatria e pensar no sentido positivo do primeiro mandamento: Amarás o Senhor teu Deus. Ele ordena que ofereçamos unicamente a Deus o culto supremo, que é devido como criador e fim nosso. Esse mandamento nos obriga muito mais do que a abstenção da idolatria.
Levar uma vida virtuosa é muito mais que se abster ao pecado. Não fazer o mal é apenas uma face da moeda. A outra face é a necessidade de fazer o bem. Não se trata de ficar na inércia, mas prestar verdadeiramente culto a Deus.
Na religião, tudo se baseia na fé. Por isso devemos continuamente fazer atos de fé. Assentir e aceitar as verdades reveladas por Deus. Deus é a Verdade, e por isso não mente. Assim, sobre verdades de fé não se pode questionar, uma vez que o autor da verdade é o próprio Deus e Ele não se engana. Quando dizemos: “Meu Deus, creio nessas verdades porque Vós as revelardes, e Vós não podeis enganar-vos nem enganar-me” estamos honrando a Sabedoria e a Veracidade infinitas de Deus.
Se Deus nos deu conhecer certas verdades, é para que nós possamos fazer algo. Devemos dar glória a Deus pelo conhecimento, pelo Seu amor por nós e pelo serviço. As verdades, ao serem conhecidas, tornam-se obrigação e convertem-se numa responsabilidade. Estamos, a partir daquele momento, obrigados a procurá-Lo, a fazer nosso ato de fé. Aos que já possuem a fé, devemos renová-la continuamente. Às crianças é revelada a Verdade de acordo com a compreensão dela. À nós, já adultos, devemos buscar compreender a religião de forma adulta: ouvir com atenção as palavras do padre, ler livros e revistas católicos, participar de cursos, retiros, estudos que tratam da fé. Isso não é só questão de gosto, não são práticas piedosas, mas um dever essencial procurarmos um adequado grau de conhecimento. Não podemos fazer atos de fé sobre verdades que não conhecemos. Muitas tentações e dúvidas que temos são dissipadas se procuramos estudar um pouco as verdades de fé.
O primeiro mandamento nos obriga a fazer uma profissão externa de nossa fé, e não apenas a aceitá-la interiormente. Quando fugimos em professar nossa fé, o outro também sofre.
Os pecados contra o primeiro mandamento são pecados contra a fé. Somos obrigados a conhecer o que Deus nos revelou. Ainda assim, há católicos relaxados. Um pecado grave contra a fé é a apostasia. Um apóstata não é um católico relaxado. É alguém que abandonou completamente a fé. A pessoa exclui-se do fluxo da graça divina, e a sua fé definha e morre. Outra causa da apostasia além do relaxamento é a soberba intelectual. Achar que sabe tudo, ou que as verdades de fé são invenção, ou superstição. Outro perigo são leituras imprudentes. A pessoa troca sua fé por um sofisma brilhante e põe em dúvida a sua crença religiosa. Por último, a apostasia pode ser resultado de um pecado habitual. Se as ações da pessoa contradizem sua fé, um dos lados acaba tendo de ceder.
A heresia é rejeição parcial da fé católica. Ele se recusa a crer em uma ou mais verdades reveladas por Deus. Uma verdade professada é um dogma de fé. A infalibilidade do Papa, a imaculada conceição e outros são dogmas de fé. Rejeitar um deles é rejeitar todos. Não existe um meio herético. Dizer que alguém é quase católico é o mesmo que dizer que alguém está quase viva. No pecado de heresia distingue-se em material e formal. Se a pessoa faz algo errado, mas o ignora sem culpa própria, ela cometeu pecado material, não formal. Outra heresia é o indiferentismo. Ele sustenta que todas as religiões são boas, tudo é questão de preferência, educação. O erro está em achar que o erro e a verdade são igualmente gratos a Deus, em pensar que a verdade absoluta não existe, a verdade é o que cada um crê. Aceitar que qualquer religião é boa, o outro passo é saber que nenhuma é boa, logo não há nenhuma aprovada por Deus, o que é um erro gravíssimo.
“Papai dará um jeito, ele pode fazer tudo”, um pai se comove com a total confiança de seu filho, no poder e saber ilimitado desses pais. O pai que não se sente alegre com os atos de confiança de seus filhos é estranho. Assim, torna-se fácil entender que um ato de esperança é um ato de culto a Deus. Expressa bossa total confiança no nosso Pai amoroso, onisciente e misericordioso. Dessa forma as superstições vão contra nosso amor a Deus.

2º mandamento – Não falar Seu santo nome em vão

Um nome adquire com o uso certas conotações emotivas. Torna-se mais que uma simples combinação de letras e passa a uma representação da pessoa que o usa.
Os sentimentos que a palavra “rosa” causa são diferentes que os da palavra “cebola”.
Isso nos ajuda a compreender porque é pecado usar o nome de Deus em vão. Amá-lo também é amar Seu nome, como exclamação de ira, surpresa ou desprezo, impaciência. Evitaremos tudo o que possa desonrá-lo. Isso estenderá também ao nome de Maria.
“segundo mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, isto é, todo uso inconveniente do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos.” CIC 2146
Pecar contra esse mandamento é quando desabafamos nossos sentimentos utilizando nomes sagrados.
Outro ponto é o juramento. “O segundo mandamento proíbe o juramento falso. Fazer juramento ou jurar é invocar a Deus como testemunha do que se afirma. E invocar a veracidade divina como garantia de nossa própria veracidade. O juramento empenha o nome do Senhor. “E ao Senhor teu Deus que temerás, a Ele servirás e pelo seu nome jurarás” (Dt 6,13).” CIC 2150. Assim, jurar não é necessariamente pecado, desde que: 1) Haja razão suficiente para o juramento, pois o nome de Deus não pode ser usado sem sentido e 2) ao fazê-lo, juremos uma verdade estrita. Não se pode jurar por algo que não temos certeza. Caso isso aconteça, Deus, que é a Verdade, estaria errado, e Deus é infalível, logo, estaríamos em pecado. Invocar Deus num juramento que é falso é pecado dito perjúrio e é mortal. Algumas vezes, no caso, por exemplo de alguns sacramentos, ou num tribunal, tenhamos de jurar. Então, jurar não é necessariamente pecado, respeitando-se sempre o nome de Deus e dizendo sempre a verdade estrita.
Também quem diz “Deus te amaldiçoe” ou coisa parecida está pecando. Pedir que Deus condene uma alma que ele criou e pela qual Cristo morreu é um ato grave de desonra a Deus. É uma maldição. Devemos sempre pedir pela salvação das almas e não pela condenação eterna. Usar palavras de baixo calão também pode ser pecaminoso. Dependendo do grau de desejo que a frase contém e de acordo com a frase, pode ser até pecado mortal. Não se deve dizer para crianças que falam palavrão que tudo é pecado, mas deve-se conversar e mostrar que é possível conversar e expressar os sentimentos de formas diferentes.
O pecado contra o segundo mandamento chamado blasfêmia é quando negamos algum ponto de nossa fé: “Se Deus o salvar não sabe o que faz”, “Os evangelhos são só história”, “A missa é um teatro”, “Deus é um mito”, são tipos de blasfêmia que comumente se ouve. A blasfêmia é sempre pecado mortal, a menos que não haja suficiente premeditação ou consentimento, como no caso de grande angustia que é venial.

3º mandamento – Guardar o domingo e festas de preceito

É natural que haja um Dia do Senhor. Um dia para lembrarmos que somos absolutamente dependentes Dele, e que possamos dar-Lhe graças. Sabemos que a maioria das pessoas não consegue manter-se constantemente em atitude de adoração a Deus e por isso estabeleceu-se um dia consagrado a Deus para que possamos fazer nossas práticas de fé. No Antigo Testamento guardava-se o sábado como o Dia do Senhor. Após a ressureição de Cristo, sabemos pela tradição que o dia do Senhor tranferiu-se para o Domingo, o primeiro dia da semana, quando Cristo apareceu aos discípulos, após morrer na cruz. É estranho muitos não católicos apesar de não aceitar os preceitos cristãos, manter o domingo como Dia do Senhor.
Apesar de o dia do Senhor, o domingo não estar escrito na Bíblia, não devemos crer apenas na Bíblia mas também na tradição da Igreja.
A Igreja prescreve que para santificar o dia do Senhor devemos participar do santo sacrifício da Missa. Ela é o ato perfeito que Jesus nos deu para que com Ele, pudéssemos prestar a honra devida a Deus.
Nosso tempo e nós mesmos, pertencemos a Deus. Ele nos pede um de cada 7 dias. Se formos contar, seriam 24×6 = 144 horas. Das 24 horas para oferecimento a Deus, a Igreja, sendo sensível ao sinal dos tempos, nos exige apenas uma, para que participemos do Santo Sacrifício do Altar.
Se tivermos isso em mente entenderemos a razão pela qual é pecado mortal faltar a missa deliberadamente, sem um motivo justificável. A nossa obrigação é também assistir a missa toda, desde o início até a bênção final e a saída do padre. A missa é nossa oferenda semanal a Deus, e para Ele não se pode oferecer algo incompleto.
Além disso o terceiro mandamento implica em não fazer trabalhos desnecessários neste dia, mas também descansar física e mentalmente.

Música para reflexão

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Retorno das atividades

Pessoal,

nós voltaremos com os encontros no dia 8/agosto, próximo domingo.

Fiquem com Deus e até lá.

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domingo, agosto 1st, 2010 Encontros, Formação, Informações Comentários desativados

Igreja

Objetivo do encontro

Estudar e conhecer melhor o que significa Igreja Católica Apostólica Romana.

Dinâmica

Fazer um boneco de cartolina e dividir em pedaços. Dar um pedaço para cada crismando e montar o boneco no chão.
Perguntar para eles:
- Qual é o membro/órgão/ sistema do corpo que é o mais importante? Por quê?
- A mão é mais importante que a perna?
- O olho pode fazer a mesma função que o nariz?
- Existe algum membro ou parte do corpo que não seja importante?
- Será que existem ao menos dois órgãos em que se possa dizer que um é menos importante que o outro?
- Quando alguma parte do corpo falta ou encontra-se doente, o corpo fica prejudicado? Sim/Não. Por quê?

Pontos a discutir:

• A Igreja fundada por Cristo pode ser comparada a um corpo. Apesar do corpo ser formado por diversos membros, cada um com sua função específica, ele é uno (um só) e sua existência depende da contribuição de cada uma das suas partes.
• A imagem do corpo é usada para falar de unidade, diversidade e solidariedade que devem caracterizar a comunidade cristã.
• (CIC 1267 – trecho) O Batismo faz-nos membros do corpo de Cristo. “Somos membros uns dos outros” (Ef 4,25). O Batismo incorpora à Igreja.

Ler 1 Cor 12, 12-30 e conversar sobre o texto que compara a Igreja a um corpo constituído de vários membros. Ao final explicar o ensinamento de que a Igreja é o Corpo Místico do qual o Cristo é a cabeça.

Conteúdo

Jesus Cristo tinha a intenção de fundar uma Igreja?

Sim. A prova bíblica está em Mt 16,18: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
O Papa é a cabeça visível da Igreja, aquele que age em nome de Cristo, por ordem do próprio Jesus. Por isso devemos rezar por ele, diante desta difícil função que lhe cabe.

Qual a missão da Igreja?

Ler Mt 28,18-20
o A ordem de Jesus: “Ide…”
o O Batismo em nome da Trindade
o A vivência do Evangelho
o Presença permanente do Cristo

O que quer dizer Igreja?

A palavra igreja deriva de uma palavra da língua grega (ekklesia) que significa assembléia convocada. Assim sendo é a reunião de todos que aceitam e respondem à proposta do Cristo.
A Igreja é ao mesmo tempo visível e espiritual, sociedade hierárquica e Corpo Místico de Cristo. Ela é una, formada de elemento humano e um elemento divino. Somente a fé pode acolher este mistério.

A Igreja como Corpo Místico de Cristo

A Igreja é o Corpo Místico de Cristo, a qual tem Jesus Cristo por cabeça, e nós, Católicos, somos seus membros. Porém, é importante distinguir, sempre, que nós ‘não somos’ propriamente a Igreja, nós ‘fazemos parte’ da Igreja (assim como meu braço não é meu corpo, eu não sou a Igreja).

A Igreja como esposa de Cristo

A unidade entre Cristo e a Igreja, Cabeça e membros do Corpo, implica também a distinção dos dois em uma relação pessoal. Este aspecto é muitas vezes expresso pela imagem do Esposo e da Esposa. O Senhor mesmo designou-se como “o Esposo” (Mc 2,19). Ela é a Esposa imaculada do Cordeiro imaculado, a qual Cristo “amou, pela qual se entregou, a fim de santificá-la” (Ef 5,26), que associou a si por uma Aliança eterna e da qual não cessa de cuidar como de seu próprio Corpo.
Eis o Cristo total, Cabeça e Corpo, um só formado por muitos… Seja a cabeça a falar, seja os membros, é sempre Cristo quem fala. Conforme o que está escrito: “Serão dois em uma só carne. Eis um grande mistério: refiro-me a Cristo e à Igreja” (Ef 5,31-32). E o Senhor mesmo diz no Evangelho: “Já não são dois, mas uma só carne” (Mt 19,6). Como vistes, há de fato duas pessoas diferentes, e todavia elas constituem uma só coisa no amplexo conjugal. Na qualidade de Cabeça ele se diz “Esposo”, na qualidade de Corpo se diz “Esposa”.
Igreja Triunfante, Igreja Padecente e Igreja Militante

A Igreja Triunfante (do Céu) designa aqueles membros já falecidos que se encontram salvos, no céu (os Santos), e que têm a alegria indescritível de estar na presença de Deus, vendo-O como Ele é. Além destes, inclui-se também os anjos, que são mensageiros de Deus, e que também intercedem por nós.

Já a Igreja Militante (da terra) designa os membros que vivem hoje sobre a terra, membros estes que lutam incansavelmente contra os poderes diabólicos, do mundo e da própria carne (cf. Ef 6,11-12; Gl 5,17).

Tais conceitos são especialmente importantes para compreendermos o processo da Comunhão dos Santos, fruto da caridade que se difunde entre todos estes membros da Igreja, onde todos caridosamente intercedem uns pelos outros nas orações que são oferecidas ao Pai Eterno e nas boas obras que são feitas por amor ao Seu nome, e que se revertem em preciosos benefícios para os membros da Igreja Militante (nós) e da Igreja Padecente (do purgatório).

Qual a identidade da Igreja de Jesus?

Nós dizemos: Creio na Igreja “Una, Santa, Católica e Apostólica”.
o UNA: É uma, pois foi fundada por Jesus: Efésios 4,5: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo”
o SANTA: É santa porque Santo é Jesus que a fundou e porque nela está o Espírito Santo. A Igreja é santa e sua santidade vem do Cristo, que é sua Cabeça, e continuamente a santifica. Nós, que fazemos parte da Igreja Militante, possuímos pecados, mas nossos pecados não maculam a Igreja, portanto não se pode dizer que a Igreja como um todo é “santa e pecadora”. Pelo contrário, Cristo entregou-se pela Igreja para a santificar e fazer dela santificadora. Através dEla, dos sacramentos, continuamente somos purificados de nossos pecados A santidade da Igreja é a fonte da santificação dos seus filhos, que, aqui, na terra, se reconhecem todos pecadores, sempre necessitados de conversão e de purificação.
Cristo, Filho de Deus, que é com o Pai e o Espírito ‘o único Santo’, amou a Igreja como esposa, entregou-se por ela, para a santificar (cf. Hb 5,25-26), e uniu-a a si como seu corpo, cumulando-a com o dom do Espírito Santo, para glória de Deus. Por isso, todos na Igreja são chamados à santidade.
Neste sentido, desde as origens os membros da Igreja são chamados os “santos” (cf. Act 9,13; 1Co 6,1s; 16,1). Pode-se distinguir, contudo, a santidade da Igreja da santidade na Igreja. A primeira garante a continuidade da missão do povo de Deus até ao fim dos tempos e estimula e ajuda os crentes a perseguir a santidade subjetiva e pessoal. A santidade pessoal é em todo o caso projetada para Deus e para os outros e, por isso, tem um caráter essencialmente social: é santidade “na Igreja”, orientada ao bem de todos.
o CATÓLICA: É católica, pois se destina a toda humanidade. Católico que dizer – universal.
o APOSTÓLICA: Pois vem dos doze apóstolos. Com eles começou a divulgação do Evangelho. Os sucessores dos apóstolos são os bispos: os apóstolos ordenaram novos bispos, que ordenaram outros mais, até que se chegou, sem qualquer interrupção, aos bispos de hoje. Somente a Igreja Católica possui a verdadeira sucessão apostólica, portanto.
o “ROMANA”: É também romana, pois o papa mora em Roma, onde morava São Pedro, que foi o primeiro papa da Igreja. O Papa é o Bispo de Roma.

Quais seriam as características fundamentais da Igreja fundada pelo Cristo?

o Tem sua origem nos dias que Jesus estava na terra.
o Tem como chefe visível o Papa.
o Tem os sete sacramentos.
o Celebra a Eucaristia ou Missa.
o Crê na Ressurreição.
o Está em comunhão com o Bispo da Diocese.

Sobre os ensinamentos da Igreja:

O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária.
Há uma conexão orgânica entre nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé.
Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação em sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade. Pelo “sentido sobrenatural da fé”, o Povo de Deus “se atém indefectivelmente à fé”, sob a guia do Magistério vivo da Igreja.
A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com seu Povo; deve protegê-lo dos desvios e dos afrouxamentos e garantir-lhe a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério está, assim, ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes.

“Fora não Igreja não há salvação”

Com a vinda de Jesus, Deus quis que a Igreja por Ele fundada fosse o instrumento de salvação para toda a humanidade. A Igreja Católica foi desejada por Cristo, portanto não é uma mera escolha, como se costuma dizer: “tanto vale uma religião como outra”, pois, se assim fosse, Cristo não teria se dado ao trabalho de fundá-la. A crença relativista, de que a verdade é relativa e pode mudar conforme a opinião de cada um, é condenada pela Igreja.

A Igreja possui a plenitude da verdade e é sacramento universal da salvação. Outras crenças religiosas podem possuir alguns raios da verdade, mas apenas a Igreja Católica possui a plenitude dos meios da salvação, por vontade do próprio Cristo, que a deixou para que todos os homens pudessem unir-se a ela. Se é verdade que os adeptos das outras religiões podem receber a graça divina, também é verdade que objetivamente se encontram numa situação gravemente deficitária, se comparada com a daqueles que na Igreja têm a plenitude dos meios de salvação. Porém, devemos lembrar que a grandeza da nossa condição como filhos da Igreja não é de nossos próprios méritos, mas uma graça especial de Cristo; se não correspondemos a essa graça, por pensamentos, palavras e obras, em vez de nos salvarmod, incorreremos num juízo mais severo, pois a quem mais é dado, mais será cobrado.

Aqueles que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida por meio do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna. Mesmo assim, cabe à Igreja o dever e também o direito sagrado de evangelizar todos os homens.

Mandamentos da Igreja

Os mandamentos da Igreja visam levar-nos a uma vida ligada à vida litúrgica, para que nos alimentemos dela, ou seja, para que nos aproximemos da Sagrada Eucaristia. A obrigatoriedade destas leis tem como objetivo garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.

O primeiro mandamento da Igreja (“Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.
O segundo mandamento (“Confessar-se ao menos uma vez por ano”) assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo.
O terceiro mandamento (“Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”) garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia Cristã.
O quarto mandamento (“Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja”) determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração.
O quinto mandamento (“Ajudar a Igreja em suas necessidades”) recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades.

Oração

Pedimos a Deus Pai que o Papa Bento XVI possa conduzir a Igreja Católica Apostólica Romana com sabedoria, deixando-se sempre guiar pelas luzes do Espírito Santo. Concedei-lhe, Senhor, a graça de sempre edificar com suas palavras e seus exemplos, e que chegue à vida eterna juntamente com todos nós, que lhes fomos confiados.
E que o Espírito Santo ilumine cada crismando para que ele possa contribuir para a construção da igreja, que tenha o coração aberto para ouvir os ensinamentos de Cristo trazidos por meio dela e que jamais deixem se buscar os sacramentos, fonte de salvação que a Igreja oferece a todos nós. Assim seja.

Nossa missão como igreja é levar Cristo ao mundo.

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domingo, julho 11th, 2010 Encontros, Formação, igreja, Sem categoria Comentários desativados